segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Foi há 8 anos.

Foi há 8 anos.


Terminado o Campeonato Brasileiro de 1999, no qual o Corinthians foi campeão vencendo o Atlético – MG na final, surge uma polêmica: o Botafogo seria ou não rebaixado paar a 2ª Divisão? Segundo o regulamento do próprio campeonato, sim, mas uma interpretação de uma lei deu – lhe pontos adicionais que o mantiveram na elite do Campeonato Brasileiro. Em seu lugar o Gama – DF foi rebaixado. O clube de Brasília, por sua vez, levou este caso aos tribunais e, na justiça, conquistou o direito de disputar qualquer competição nacional em 2000 na 1ª Divisão. Com circo começando a ser armado, a tenda foi posta quando Bahia e Fluminense, que até então estavam na 2ª divisão do Brasileirão, apadrinhados por Eurico Miranda, foram alçados diretamente para a elite do campeonato. E para esconder a desordem, a pintura escolhida foram os módulos Azul, Amarelo e Verde – Branco, que substituíram, respectivamente, as Primeira, Segunda e Terceira Divisão. Assim, com 114 clubes, começou a ser disputada em julho de 2000 a Copa João Havelange.

Para o Vasco, o primeiro semestre de 2000 indicava que aquele ano seria o ano do quase. No Mundial de Clubes da FIFA, o título escapou na final para o Corinthians; no Campeonato Carioca, o título foi parar nas mãos do Flamengo; e no Rio – São Paulo, o Vasco perdeu o título para o Palmeiras. Contudo, os Deuses do futebol haviam guardado a Cpa Jõao Havelange para a sala de troféus do Gigante da Colina.

O começo foi tropeçando. A derrota, em casa, para o Sport deixou o torcedor vascaíno apreensivo. A equipe, apesar de excelente tecnicamente, sentia falta de um autêntico camisa 10, alguém que chamasse a responsabilidade do jogo para si. Para essa função Juninho Paulista foi contratado e em sua estréia jogou bem, mas o Vasco não passou de um empate em 3 a 3 com o Cruzeiro, em São Januário, após ter saído vencendo por 3 a 0. Na sequência do campeonato, o Vasco conquistou 12 pontos dos 21 disputados (venceu o Corinthians e o Guarani, por 1 a 0, empatou em 1 a 1 com o Santa Cruz, venceu a Ponte Preta por 2 a 1 e empatou em 2 a 2 com o Atlético Paranaense e a Portuguesa), só parando diante do Bahia, quando foi derrotado na Fonte Nova, por 3 a 1. A recuperação, porém, já veio no partida seguinte: vitória de 4 a 3 sobre o Fluminense, em clássico emocionante. Essa vitória embalou as outras 3 seguintes, sobre o América – MG (4 a 0), Juventude (2 a 1) e Atlético – MG (4 a 0). Nem mesmo os empates, em 2 a 2, com o Vitória e, em 1 a 1, com o Santos seguraram o Vasco que se agigantava no campeonato, vencendo o Gama, por 1 a 0, e o Goiás, por 2 a 1.

A goleada sofrida por 4 a 0 para o Flamengo, com direito a gol olímpico de Petkovic, apenas adiou a classificação para as oitavas – de – finais, obtida 6 dias depois na vitória de 1 a 0 sobre o Coritiba, no Couto Pereira, com cinco rodadas de antecedência.

Já classificado, o técnico Oswaldo de Oliveira aproveitou os últimos cinco jogos para fazer experiências no time. Resultado? Foram 4 derrotas ( 2 a 0, para o Internacional, 3 a 0, para o Palmeiras, 2 a 1, para o Botafogo e 4 a 0, para o São Paulo) e uma vitória (1 a o, sobre o Grêmio).
A fase eliminatória começou nas oitavas – de – finais. O adversário do Vasco foi o Bahia. A 1ª partida foi na Fonte Nova e com apenas 5 minutos de jogo o Bahia já vencia por 2 a 0. Mas com paciência e competência o Vasco empatou a partida ainda no 1º tempo, virou o placar na 2ª etapa e só não saiu vencedor porque Jorge Wagner empatou o placar em 3 a 3 e deu – lhe números finais.
Três dias depois, as duas equipes voltaram a se enfrentar na partida de volta disputada em São Januário. Desta vez , quem saiu na frente foi o Vasco, com Euller fazendo 1 a 0.Porém, o Bahia não se abateu e empatou o jogo com Vagner aos 40 minutos do 1º tempo. No 2º tempo o Vasco voltou a ficar a frente no placar novamente com Euller, mas a vantagem durou pouco porque logo o Bahia voltou a empatar. Pelo regulamento, esse placar era favorável ao clube baiano e foi aí que surgiu o craque do campeonato: Juninho Paulista, que em excelente jogada individual fez o terceiro gol do jogo, o gol da classificação, o gol que pôs o Vasco nas quartas – de finais.

Nas quartas – de – finais a vítima foi o Paraná, que viera como campeão do Módulo Amarelo, a 2ª Divisão da Copa João Havelange. O jogo de ida foi em São Januário e o Vasco venceu facilmente por 3 a 1, com Juninho Paulista abrindo o placar e Romário marcando duas vezes. Na partida de volta disputada no Couto Pereira deu Paraná: 1 a 0, mas, mesmo com a derrota, o Vasco passou as semi – finais.

O Cruzeiro, melhor time da Fase Classificatória, foi o adversário do Vasco. A 1ª partida foi em São Januário e o Vasco logo abriu uma vantagem de 2 a 0, com dois gols de Euller, o Filho do Vento. Mas, a exemplo do que acontecera na Fase Classificatória, o Vasco permitiu que o Cruzeiro empatasse o jogo. O empate em 2 a 2 custou a cabeça do terinador vacaíno Oswaldo de Oliveira, demitido pelo então vice de futebol do Vasco, Eurico Miranda, sob a alegação de “estar entregando algumas partidas”. Joel Santana foi contratado para assumir o cargo deixado por Oswaldo de Oliveira.
3 dias após realizar a “Virada do Século” na conquista da Copa Mercosul sobre o Palmeiras, o Vasco foi enfrentar o Cruzeiro no Mineirão. Com a vantagem de poder empatar em 0 a 0 e 1 a 1, a Raposa era favoritíssima e jogava diante de sua torcida. O Vasco, porém, não se intimidou e abriu o pacar com Juninho Pernambucano, mas o Cruzeiro empatou pouco tempo depois com Sorín. O 1º tempo treminou 1 a 1, resultado qeu classificava o Cruzeiro. Na 2ª etapa o Vasco voltou melhor e ,com gols de Euller e Romário, conquistou um lugar na final da Copa João Havelange.
Vasco da Gama e São Caetano fizeram fizeram a final do torneio. O São Caetano viera como vice – campeão do Módulo Amarelo e, na Fase Final, já havia eliminado Fluminense, Grêmio e Pameiras. O jogo de ida foi no Parque Antárctica. A equipe comandada por Jair Picerni deu trabalho e abriu o placar com o lateral – esquerdo César, aos 11 minutos. Romário empatou para o Vasco aos 27 minutos do 1º tempo e deu números finais a partida, em 1 a 1.

Dia 27 de dezembro de 2000, quarta – feira. Palco do 1 º jogo da final da Libertadores de 1998, São Januário jamais recebera uma final de Brasileiro, por isso Eurico Miranda trouxe a final para a casa do Vasco, para que assim, pela primeira vez em sua história, o Gigante da Colina fosse campeão brasileiro jogando em sua verdadeira casa. Entretanto a capacidade de São Januário é de aproximadamente um terço da do Maracanã. Assim não seria díficil ocorrer uma super lotação no estádio. E foi o oque ocorreu. Antes da rolar a bola, quem olhasse para as arquibancadas poderia ver que os torcedores estavam se esmagando em virtude do espaço que simplesmente não havia ali. Mesmo com esse fato sendo percebido por todos, a partida foi realizada e o São Caetano começou melhor. Aos 18 minutos do 1º tempo, Romário sentiu uma lesão na coxa esquerda e foi substituído. Isso gerou um forte clima de tensão nos torcedores ali presentes. Aos 23 minutos de jogo ocorreu uma confusão em uma das torcidas organizadas do Vasco em virtude da saída do craque, que, somado a super lotação no estádio, fez com que parte do alambrado desabasse. A partir de então, a partida foi interrompida e, apesar da pressão de Eurico Miranda, suspensa pelo então governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, por motivos de segurança. O gramado de São Januário foi ocupado por centenas de torcedores, dentre os quais havia 168 feridos. Pelo regulamento, o dono do campo (no caso o Vasco) deveria perder os pontos do jogo, o que daria o título ao São Caetano. Mas o clube paulista, com medo de ficar de fora do Brasileirão 2001, topou fazer outro jogo, em janeiro de 2001.

A nova final foi marcada para o dia 18 de janeiro de 2001, no Maracanã. E foi no maior estádio do mundo, o palco preferido de Romário, que o Vasco venceu o São Caetano por 3 a 1, com gols de Juninho Pernambucano, que se despedia do clube naquele dia sob os gritos de “Fica, fica!” e “Rei, rei, rei, Juninho é nosso rei!”, Jorginho Paulista e Romário, que após dar passes para os dois primeiros gols marcou o seu 20º gol no torneio, após receber assistência do craque do campeonato Juninho Paulista. Depois foi só esperar o apito final e comemorar o título.

VASCO DA GAMA, TETRA CAMPEÃO BRASILEIRO: 1974, 1989, 1997 E 2000.

Um comentário:

  1. Excelente Blog. O vasco é um dos times de maior grandeza do Brasil. A grandeza de um clube está na sua história e não na quantidade de torcedores.

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